segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Salve, meu Corinthians heróico


Já se passaram três dias do triunfo redentor. Uma vitória que teve esboço no sábado, quando mais de mil fiéis entraram no templo. Não para profanar o mar de indignidade em que foram mergulhados. Mas para orar em razão do amor maior.

A voz dos devotos encheu os corações dos sacerdotes. Muitos deles pouco qualificados para a missão. Mas com a promessa de se dedicar ao máximo.

No dia seguinte, os fiéis perderam em espaço. Os donos da seita tricolor contavam as horas para celebrar o seu domínio. Atônitos, eles assistiram a uma tocante prova de amor. Homens e mulheres de preto entoavam o hino maior numa espécie de estado hipnótico. E se valiam de palavras fortes: "Corinthians, minha vida. Eu nunca vou te abandonar. Porque eu te amo."

Os bravos, já repletos de alma quase secular, resistiam como nunca às investidas de um oponente mais forte. Tinham num gigante chamado Felipe a tradução da mensagem vinda do povo.
Até que, ao cair do crepúsculo, veio a redenção. A trajetória daquela bola começava a escrever o capítulo final de uma epopéia de humilhações. Começou em Gustavo, passou por Fábio Ferreira e culminou no tão criticado Betão. O destino pareceu brincalhão, mas fez justiça.

Tão profanada, a fé alvinegra ainda não está livre dos perigos. Mas se depender de seus devotos, não sucumbirá jamais.


Um comentário:

Filipe disse...

Como escreve bem esse rapaz...

sobre tudo...

mas quando a paixão dá uma ajudinha...ai SAI DE BAIXO!!!!! uahauahuaauahuaa

Genial o post...

sem mais